sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Rescaldo do empate

Ainda fazendo o rescaldo do empate de ontem com o Atlético PR, a indignação da torcida Colorada é grande com o time.
Analisando cada jogador, começamos por Muriel, que faz grandes defesas mas, às vezes, deixa o torcedor com os cabelos em pé.
Gabriel quase sempre vem atuando bem, mas em alguns lances deixa a desejar.
Índio alterna lances de heroísmo e bravura com erros bisonhos, sem esquecer que sua forma física é agravada pela idade.
Juan lembra muitas vezes toda sua categoria dos tempos de seleção, mas sua lentidão prejudica o desempenho da defesa.
Kléber e seus chiclés irritam a torcida com sua aparente falta de vontade, apesar de grande categoria.
Willians tem fama de maior ladrão de bola das redondezas, é capaz de grandes lances e também de jogadas medíocres.
Josimar, idem, um pouco abaixo de Willians.
Jorge Henrique, pau para toda obra, sempre foi o carrasco do Inter no tempo de jogador corintiano, grande esperança, ainda não mostrou tudo que se espera dele.
D'Alessandro, o maestro, sente toda a responsabilidade que pesa sobre seus ombros e muitas vezes se desespera com a inoperância do time.
Forlán também, todos reconhecem nele um grande craque, alterna fases boas, com muitos gols, com fases ruins e improdutivas.
Leandro Damião: uma fase decepcionante. Depois de um início arrasador no Inter, que lhe rendeu várias convocações à Seleção Brasileira e ameaças de transferência para grandes clubes, afundou, ao ponto de estar atualmente 8 ou 9 jogos sem marcar gols. Além disso, está passando por uma humilhante 'síndrome de cai-cai' e mania de 'querem me matar'. 


Deixei por último Scocco, Otávio e Caio. Esses três jogadores têm entrado no segundo tempo das partidas e sempre têm imprimido um ritmo de muita velocidade e eficiência à equipe. Merecem chances maiores.
Agora, uma pergunta: como equipes de menor expressão, como Náutico, Bahia, Portuguesa e outras, conseguem impor um padrão de jogo para cima do Internacional, ao ponto de vencer e não deixar dúvidas que essas equipes têm um plano, uma tática, um esquema de jogo superior ao do time gaúcho?
Como explicar isso?
Como, se temos uma folha salarial de R$ 9 milhões e esses clubes têm uma folha 6 ou 7 vezes menor?
Um grande mistério!

Bolívar "vira-casacas"

Seguindo a série dos "vira-casacas", hoje vamos fazer uma provocação tanto aos Colorados como aos Gremistas.
Vamos mostrar um dos mais famosos "traidores" da dupla Gre-Nal, o zagueiro Bolívar, que hoje joga no Botafogo. 
Bolívar começou no Grêmio, mudou-se para o Internacional, saiu do Colorado para onde voltou anos depois, conquistou muitos títulos, até cair em desgraça com a torcida, por causa de atuações desastrosas nas últimas competições que participou.


A indignação da torcida Colorada era tão grande com seu zagueiro, que chegou a ser criado um site com o nome "Fora Bolívar!".
Seu verdadeiro nome é Fabian Guedes. O apelido "Bolívar" foi herdado de seu pai, Bolívar, que jogou no Grêmio e na Inter de Limeira, nos anos 70 e 80.
Bolívar

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Desespero e abafa...

Mais um empate, com sabor de vitória, diga-se de passagem. 1x1 com o Atlético PR, numa jornada que o Colorado parecia que ia entrar 'mordendo'. Mas, aos 5 min de jogo, já tínhamos levado gol. O resto da partida foi aquele desespero para achar o caminho do gol, mas sem nenhuma organização, deixando-se envolver pelo aplicado time adversário.
Outra vez nosso centroavante Leandro Damião foi decepcionante. Esse jogador, desde sua passagem pela Seleção, adotou o estilo 'cai-cai', 'encostaram em mim', 'ai, juiz, bateram em mim', 'ai, como eu sofro', e esqueceu completamente como é que se faz gols. Uma decepção total.
Com as vaias, naturais, da torcida indignada, o que se viu em campo foi o nervosismo, o desespero, passes errados, falta de pontaria, mais vaias, ... e em consequência o desacerto geral.
Para compensar a péssima jornada, o técnico Dunga resolveu fazer algumas substituições. Entraram Scocco, Otávio e Caio, nos lugares de Damião, Josimar e Forlán. O time adquiriu muito mais velocidade e partiu perigosamente contra a meta adversária
Depois de muitas oportunidades perdidas, nos últimos minutos Otávio salvou a pátria com um golaço e evitou mais uma derrota humilhante para o nosso Colorado. Menos mal, mas o placar de 1x1 aqui representa uma vantagem para os paranaenses. 
A próxima partida do Internacional, pelo Brasileirão,  será em casa no domingo contra o líder Cruzeiro, às 18h30min.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os "vira-casacas"...

A rivalidade da dupla Gre-Nal é uma tradição mais que centenária. Quando um jogador do Internacional amanhã ou depois veste a camiseta do Grêmio -- ou vice-versa -- é chamado pela torcida de "traidor", ou ainda de "vira-casacas"...
Vamos iniciar hoje uma série (são muitos!) de publicações com fotos de jogadores que trocaram o Grêmio pelo Colorado ou o Colorado pelo Grêmio. Alguns foram direto e outros foram para outro clube e depois voltaram para assinar com o rival.
Um dos casos mais emblemáticos é o do ponta-direita Tesourinha, Osmar Fortes Barcelos, consagrado jogador do Internacional, do famoso Rolo Compressor da década de 40 e da Seleção Brasileira. 
Transferiu-se para o Vasco da Gama e, depois de algum tempo, veio jogar no Grêmio... Imaginem o escândalo! Dizem que Tesourinha foi o primeiro jogador negro a jogar no Grêmio, quebrando um tabu no aristocrático clube porto-alegrense. Mas há controvérsias... Parece que antes disso um outro afro-descendente já havia jogado lá. Voltarei a falar nisso outro dia.
Antes de Tesourinha, outro jogador famoso, o goleiro Ivo Petersen, do Rolo Compressor, também já tinha jogado no Grêmio.
Outra curiosidade sobre Tesourinha: quando encerrou a carreira, VOLTOU para o Internacional, onde foi funcionário até um pouco antes de falecer. Lembro-me de ter conversado algumas vezes com esse craque da bola lá nos Eucaliptos.
Voltarei brevemente com outros "vira-casacas". Aguardem.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sessão nostalgia

Como prometi, este Blog vai postar muitas matérias sobre o futebol do passado. Quem já vivencia o 'esporte bretão' desde os anos 50 sabe que se praticava há décadas atrás um futebol muito mais clássico e cadenciado que nos dias de hoje. 
Um exemplo disso é o time do Aimoré, de São Leopoldo, que no ano de 1959 sagrou-se Vice-Campeão Gaúcho. O campeonato foi vencido pelo Grêmio.
Essa grande equipe foi montada pelo saudoso Treinador Carlos Froner, que também treinou os maiores times de futebol do País.

Soligo, Suly, Mengálvio, Marinho, Toruca e Afonso;
Telmo, Marino, Abílio, Fernando e Gilberto Andrade.

Depois desse consagrador vice-campeonato, muitos desses jogadores foram negociados com grandes clubes: Mengálvio foi para o Santos, de Pelé. O goleiro Suly e Marino foram para o Grêmio. Telmo e Gilberto Andrade transferiram-se para o Internacional.
Mengálvio consagrou-se jogando ao lado de Pelé, no Santos Campeão do Mundo. Suly foi um excelente 'goal-keeper' (goleiro) e jogou muito bem no Grêmio. Marino era um 'forward' impetuoso e vertical, o que se chama hoje de ponta de lança. 
Telmo era um ponta-direita muito rápido e veloz e Gilberto Andrade foi um ponta-esquerda como até hoje não vi nenhum outro... atleta de enorme categoria e brilho, capaz de jogadas de grande efeito.
Toruca era um dos maiores zagueiros da época - ou 'back', como se chamava. Abílio foi um habilidoso 'center-forward' - ou centroavante de hoje.
Todos eu vi jogar e garanto que formaram um timaço inesquecível - o Aimoré de 1959.

Fusca à venda

O meu amigo Natanael me pediu para colocar esse anúncio no Blog.
Ele precisa vender essa verdadeira joia rara... 
O Fusca está inteiro, ele é o único dono e - o mais importante - me garantiu que esse carro 

NUNCA FOI REBAIXADO!!! 


domingo, 22 de setembro de 2013

Torcedor continua sofrendo

Vida de torcedor não é fácil, ainda mais quando a fase é muito ruim, o time anda cabisbaixo, entra em campo fazendo muita correria mas sem organização, querendo resolver de qualquer distância, assim não dá nada certo...
A torcida começa a ficar impaciente e a qualquer erro lá vem vaia. Os jogadores ficam mais nervosos, mais erros, é um círculo vicioso.
Perdemos mais uma partida em casa, 1x0 para a Portuguesa, e a tensão no Clube aumenta, com a pressão da torcida para cima dos jogadores, do técnico Dunga e da direção, que em última instância é responsável por tudo.
Com o zagueiro Índio expulso aos 4 min do segundo tempo, o Colorado até dominou um pouco o jogo, foi para cima, apertou, abafou, mas não conseguiu nada. E a Portuguesa aos poucos foi aproveitando a vantagem numérica, criou situações e, quase no final, marcou seu gol numa falha da defesa.

Mas, não adianta nada chorar, "não tá morto quem peleia". Continuamos em 5º lugar, os outros também estão perdendo e empatando vez ou outra, pois o campeonato está bem nivelado.
Nem tudo está perdido, mas não dá para negar que a coisa "tá muito feia".
Perdemos D'Alessandro, Índio, Juan e Airton para o próximo jogo, domingo.
Vamos esperar nascer um novo sol e esfriar a cabeça...